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Construo o que eu mesmo uso para operar.

Sou Diogo Caspary. Comecei desmontando controle remoto para entender como funcionava por dentro e fiz meu primeiro curso de montagem de computadores aos 13 anos. Passei por formação técnica em automação industrial, operei três barbearias fazendo o próprio tráfego e posicionamento, e vi o negócio presencial desabar na pandemia de 2020.

Foi ali que automação deixou de ser curiosidade. Um amigo pediu ajuda com tráfego, o negócio cresceu, o gargalo era humano, e eu montei a primeira venda do começo ao fim sem ninguém no meio. Depois vieram fluxos de WhatsApp, n8n, um curso gravado, e um SaaS que recuperava consultas para clínicas de odontologia com IA conversando pela lista de pacientes. Desde então a pergunta é uma só: como uma empresa pequena opera com a qualidade de uma grande, sem a folha de pagamento de uma grande? A resposta que encontrei foi agentes de inteligência artificial com governança.

Hoje isso tem dois nomes. A Cogente, onde implanto, opero e respondo pela operação de agentes dentro de empresas, começando por comercial, marketing e dados. E o funilvivo, a plataforma onde o WhatsApp da empresa vira uma operação comercial: caixa de entrada para a equipe, funil visual, superagente que atende e aprende sob aprovação, automações e números. Antes disso tentei construir uma plataforma que fizesse tudo: tráfego, criativos, conteúdo e gestão. Ficou inchada e confusa, e a lição virou método: um processo por vez, medido, com gente aprovando o que importa.

Antes de vender qualquer coisa, eu uso. Minha própria operação roda com três assistentes de IA que dividem uma única memória de longo prazo e delegam trabalho entre si: um cuida da arquitetura e do código, um atende o dia a dia pelo Telegram, um estuda e planeja 24 horas por dia num servidor. Uma rede de treze sites de conteúdo é publicada, ilustrada, revisada e monitorada por esse mesmo pipeline. É esse padrão, testado em casa, que levo para os clientes.

Também estudo psicologia, com o olhar voltado para a psicanálise. Isso não é um desvio da tecnologia: é o que me faz desenhar agentes que respeitam como pessoas de verdade conversam, hesitam e decidem. Os textos clínicos que escrevi vivem hoje no psicocast.com.br.

Fora do trabalho, filosofia e arte. Sou pai desde 2021, e isso pesou em cada escolha acima. O objetivo de longo prazo é simples de dizer e difícil de fazer: uma operação autônoma o bastante para me devolver tempo de estudo.

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